quinta-feira, junho 09, 2005

A descer todos os santos ajudam

Quando criei este blog... ao princípio não sabia o que lhe acrescentar, pensando que afinal não teria grande coisa para dizer. Aos poucos e poucos, apercebi-me que cada pedaço de mim é como um capítulo, ansioso por ser escrito ao pormenor. Vocês têm lido um pouquinho de quem verdadeiramente sou, post após post, texto após texto, desabafo após desabafo. Pois seria então injusto da minha parte escolher as partes que exponho, e as partes que meticulosamente prefiro esconder. Injusto para mim, porque me minto a mim mesmo, e para vocês, que vêem apenas aquilo que eu quero mostrar. Pois bem, este é o meu espaço, e este sou eu. Nem mais, nem menos. Não tenho que me sentir envergonhado.

Ontem, Quarta-feira dia 8-06-2005, bati no fundo. Estava na escola, a tentar fazer um trabalho. Tinha acabado de almoçar com o meu mano, quando me comecei a sentir mal. A verdade, é que tinha acabado de ler coisas que tinha escrito para alguém há muito tempo tempo atrás. Queria apagá-las do disco rígido, de uma vez por todas, como tenho tentado fazer com tudo o resto que me lembra dela. O meu corpo resistiu... acabei por não conseguir apagar. Mas eu já estava demasiado cansado. Demasiadas horas a trabalhar em pé num congresso, trabalhos para fazer, projecto em atraso, estágio importante que tive de recusar... e perdi conta de mim. O almoço maravilha no Mac também não terá ajudado, dizem as más línguas. Pela primeira vez na minha vida senti o meu sistema nervoso a tomar conta de mim. Chorei compulsivamente, enquanto perdia lentamente as forças que ainda me restavam. É isto que significa ser fraco? Não me digam que não, porque eu naquele momento deixei-me enfraquecer. E não me apercebi do que me estava a acontecer... quando perdi os sentidos, caindo nos braços do meu mano, sempre lá para me amparar a queda. Dos pedaços que me lembro do resto, fica a vergonha de não ter conseguido evitar mostrar aos meus melhores amigos o que menos queria mostrar de mim. Fica a vontade de quem quis ficar junto de mim, e de quem teve os nervos de aço para, depois de uma directa a trabalhar para a escola, ainda teve a coragem para terminar o trabalho que eu não consegui completar. Ficam também as mãos carinhosas de quem me acordou, já fora da escola, enquanto esperava pela ambulância. Completos desconhecidos/as que se dispuseram a ficar do meu lado, para que não me deixasse ir de novo. Não me lembro das suas caras, mas há quem se lembre. E quando as vir, não se escapam a um abraço de vergonha e... do mais sincero agradecimento.

Aqui estou eu, contudo, para o que der e vier. A partir de agora... é sempre a subir.

9 rebites:

At 10:12 p.m., Anonymous Anónimo martelou o rebite...

às x é preciso assim uam queda vertiginosa para começar tudo again..acho k é disso k tou a precisar..de bater bem la no fundo..se bem k acho k mm assim ainda n ía subir..mas tu vais..apartir de agora é sempre pra cima hehe :p mas..err...desde k n seja a subir a rampa do mac...( pelo menos aki tem uma rampa ta ta?? ) é k por amor de Deus Mac???? tss tss nem comento :P ah..e outra coisa "cair" n é vergonah nenhuma...os mais fortes tb caiem.. n é sinal de frakeza...e..e.. muah pa ti **** :)

 
At 12:01 a.m., Blogger fuser martelou o rebite...

para ajudar a subir estão cá os outros ;)

 
At 2:34 p.m., Blogger Anita martelou o rebite...

Obrigada por seres tu mesmo... nos momentos que queres e nos que precisas...A fraqueza não é motivo de vergonha,pois é quando estamos mais fracos que ficamos mais fortes! Imagino o que possa ter sido..aliás, sei!

*Miminhus*

 
At 7:42 p.m., Blogger Rita martelou o rebite...

Brilhante, Mauro, essa tua nudez. Espero que fiques bem não depressa, mas ao teu próprio tempo, por dentro e por fora. São esses sinais que, muitas vezes, nos dão dicas para nos cuidarmos mais e melhor. Mostrares-te assim tão genuíno é mesmo muito bonito. Respira a vida que há lá fora, às vezes esquecemo-nos que ela é muito mais do que trabalhos, faculdade e afins, também me tem acontecido muito isso, há momentos em que pensamos em mandar tudo para o espaço, em que podemos e devemos fazê-lo.
Beijo,
Rita

 
At 12:42 a.m., Blogger Mirl martelou o rebite...

Epah...Poderossímos estes teus dois últimos textos!!

Vou fazer um comentário 2 em 1, posso? Afinal vêm praticamente na sequência um outro, ou não?

Adorei a forma limpa e clara e transparente com que te descreveste e como descreveste o que sentes. Partilho do mesmo tipo de sentimentos muitas vezes.

Caiste? Foste fraco? Bateste no fundo? Ainda bem...(ai como isto soa mal!), porque agora é sempre a subir, como tu próprio disseste...agora sabes quais são os teus limites!

Afinal, tem de ser um carril de cada vez né?

Força ai!!

BaCy**

ps: aquele ainda bem relativo ás coisas más...err..percebes-te a intenção, né??;)

 
At 5:33 p.m., Anonymous Anónimo martelou o rebite...

E que fiques para o que der e vier , se não fôr para cima que pelo menos seja sempre em frente ;) Beijo grande

 
At 11:13 a.m., Anonymous Anónimo martelou o rebite...

são geralmente desconhecidos que nos 'salvam' nas alturas piores... mas elas tb são necesárias, para ressurgirmos mais iluminados e mais fortes! espero que já esteja tdo Bem ctgo e que a partir de agr seja a Força que impere e as fraquezas que se suportem com mais facilidade...

***

 
At 2:17 p.m., Blogger Mauro martelou o rebite...

Nada como ter alguém para saber como é não ter ninguém...

Ter um espaço onde me escrever fazia-me falta. Há poucas pessoas dispostas a ouvir, mas ainda menos dispostas a entender. Para quê, não é? Já lhes bastam os problemas delas.

Um abraço aos poucos, que são mais que os outros todos.

 
At 9:39 p.m., Blogger Rosa Cueca martelou o rebite...

Ainda não tinha lido este post.
E custou(me).
*

 

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