quarta-feira, maio 11, 2005

Ao meu lado

Dizes-me para me esquecer e olhar em frente. Para desunhar o passado deixá-lo ir. E se eu não quiser? Caramba serei o único a ter memórias? Gostava de te ver por dentro, meu irmão. Gostava de te ver e pisar cada uma das memórias com as quais te martirizas dia após dia, para te olhar nos olhos e me dizeres que já é passado. Ficou para trás, mas nunca vai desaparecer. Nenhuma fada de condão ou gata borralheira com dois palmos de saia te vai fazer esquecer de quem amaste. Esperneia o que quiseres, vais ter que viver a dois a vida inteira, mesmo quando estás sozinho. Tenho medo que cada vez que te agarras a essa liana colorida, e te balanças para trás e para a frente, para os lados, inconsequente, apenas tentes esquecer a puta da árvore de onde te lançaste. Menina da tua vida ou não, de onde partiste um dia vais voltar. E vais esborrachar a tua cara porque tentas de tal forma esquecê-la que já não vês um palmo à tua frente. Esquece o que te disse, irmão. Desculpa se te aconselhei mal. Lembra-te dela à vontade, mas não percas tempo a chorar. Isso não. Se a amaste, agradece-lhe isso. O quanto foste amado, não precisas de saber. Isso sim, não te interessa mais. Existe alguém disposto a fazê-lo de novo por ti. Só assim consigo dormir, para tua informação. O que eu nunca tive, consegui ter por breves instantes. Raios me partam se me vou esquecer disso. O que veio depois, carrego noutro lado. Deixa-o estar. Vais ver se não me faz falta.

2 rebites:

At 2:49 p.m., Anonymous Anónimo martelou o rebite...

fizeste-me lembrar o "Father & Son" do Cat Stevens... esse tom de conselho pessoal...
está mto bonito... gosto de como falas de crescer e das mudanças...

 
At 6:18 p.m., Blogger Mauro martelou o rebite...

é pena as vezes termos de cair repetidamente no mesmo buraco... mas o que tem de ser, tem de ser... suponho.

 

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